Ranking climático publicado na COP30 aponta avanços, mas mundo ainda está fora da rota do Acordo de Paris

De acordo com a 21ª edição do relatório Climate Change Performance Index (CCPI 2026), as emissões globais per capita de gases de efeito estufa estão em queda, as energias renováveis crescem de forma acelerada e mais de cem nações já adotam metas formais de emissões líquidas zero — quando a quantidade de gases de efeito estufa emitida por um país é equivalente à quantidade que ele remove da atmosfera.

Ainda assim, o ritmo geral da transição climática continua sendo considerado “muito lento” para limitar o aquecimento global a 1,5 °C. Ou seja, mesmo dez anos após o Acordo de Paris, quando essa meta foi estabelecida, a transição global avança, mas não no ritmo nem na escala necessários para evitar os impactos mais severos da crise climática.

O CCPI avalia o desempenho climático dos países a partir de quatro categorias, compostas por 14 indicadores: emissões de gases de efeito estufa (40% da pontuação total), energias renováveis (20%), uso de energia (20%) e política climática (20%). Aproximadamente 450 especialistas contribuíram para a elaboração da 21ª edição do relatório.

Nas categorias de emissões, energias renováveis e uso de energia, o índice também analisa se os países estão adotando medidas compatíveis com um caminho alinhado ao Acordo de Paris. Nesse contexto, o Brasil subiu uma posição em relação ao ano anterior, passando do 28º para o 27º lugar no ranking.

Assim como em edições anteriores, os três primeiros lugares do ranking permanecem vazios, sinalizando que nenhum país atua plenamente de acordo com o que a ciência climática considera necessário. A Dinamarca lidera a classificação, ocupando a quarta posição geral. O Reino Unido aparece em quinto lugar, uma posição acima do ano anterior, refletindo avanços como a conclusão do processo de eliminação do uso do carvão na geração de energia elétrica. Na outra ponta do ranking, os países com piores avaliações são Arábia Saudita, Irã e Estados Unidos.

O levantamento é publicado anualmente há mais de 20 anos, porém o próprio relatório ressalta que, devido a revisões retrospectivas nos dados de alguns países, a comparação direta entre as edições deve ser feita com cautela.

Com informações do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA).